Módulo introdutório de estudo da TC, pensado para quem vem do raio-X convencional: formação da imagem, unidades Hounsfield, janelamento, reformatações, preparo com contraste iodado e indicadores de dose. Sem protocolos de exposição — esses são definidos por cada serviço e equipamento.
Módulo educacional. Protocolos de aquisição são definidos pelo serviço e pelo equipamento.
Como a imagem é formada
O tubo de raios X e os detectores giram ao redor do paciente; cada rotação mede a atenuação do feixe em milhares de direções.
O computador resolve essas medições (reconstrução) e monta um mapa de números de atenuação por voxel — o volume da imagem em TC é tridimensional.
Reconstrução por retroprojeção filtrada é o método clássico; os equipamentos modernos somam algoritmos iterativos e, em alguns casos, reconstrução por aprendizado de máquina.
A imagem é dividida em voxels: cada um recebe um número de atenuação medido em unidades Hounsfield (ver lição 2).
Termos que você vai ouvir no cotidiano
mA e rotação: controlam a quantidade de fótons do exame (relação direta com a dose).
kV: energia do feixe; ajuste conforme o porte do paciente e a tarefa clínica.
Pitch: relação entre o avanço da mesa por rotação e a espessura do feixe; pitch maior varre mais rápido e tende a reduzir dose.
Filtro/algoritmo de reconstrução: define o aspecto da imagem (mais resolução espacial ou mais suavidade e menos ruído).
Referência: Nóbrega, Manual de Tomografia Computadorizada; Santos, Tomografia Computadorizada Multislice.